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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Decepção e satisfação do dia

Sabes, camarada, contigo eu aprendi esse negócio interessante de eleger episódios para falar do dia. No começo fui pega de surpresa. Achei difícil. Confesso. Mas hoje, de repente, fluiu que foi uma beleza! Aconteceu que depois de todo esse tempo parada dados tantos balanços e comemorações, desejei muito poder voltar para a natação. Aguardei do auge de uma ansiedade danada, feito menino que depois do período de férias não espera outra coisa da vida senão voltar à escola. Já estava eu naquele maiô pretinho básico, e qual não foi minha decepção ao descobrir que havia perdido minha touca e meus óculos. Mas não pode ser! Daí bateu uma tristeza das grandes. Sabes quando o sujeito já vai fragilizado? Pois então. Revirei o quarto inteiro, refleti sobre todas as possibilidades e quando já quase desistia pensei que um lugar provável para tê-los perdido era lá mesmo onde faço as tais aulas de natação. Saí de casa às pressas e peguei o primeiro ônibus lotado. Fui o caminho inteirinho pensando positivamente. Até promessa para São Longuinho eu fiz! Juro. Então cheguei. Passei o cartão e fui entrando. Nem quis olhar para a piscina, para não aumentar a vontade. Virei à esquerda, entrei na sala. Aguardei uma moça que fazia matrícula e muitas perguntas sobre como seria o seu primeiro dia. Depois dei boa tarde a ela e à senhora e fui falando tudinho. Olha, touca colorida eu não vi por aqui, não. Mas posso procurar. E o sorriso já foi se abrindo, porque era ela. E os óculos, precisa ver se encontra aqui nessa caixa (com mil outros). É esse aqui! É esse aqui! É esse aqui! Muito obrigada, senhora. Seja bem-vinda, moça. E quanto ao cabelo, não te preocupas, se fizeres massagem uma vez por semana fica tudo bem. E saí de lá sorridente, e olhei para trás, e dei três pulinhos, e fui para a piscina contar para a professora aquilo que era, diante de algo tão pequeno, minha imensa satisfação.
*Para Juliana Mota

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Banho de mar

Naquele fim de manhã, ao ligar a nova TV, era de admirar a notícia que se ouvia: - Todas as praias da orla desta ilha estão próprias para o banho!

Passado todo o tempo que antes havia sido perdido ou mesmo roubado, não havia espaço para repetições ou meras confirmações. A conjuntura era outra e a essas alturas, o enquadramento da câmera – derrubada no chão devido à tamanha comoção daquele cinegrafista – registrava somente o corre-corre dos pés aflitos em direção à porta mais próxima de saída.

A jornalista abandonou a bancada e nas salas das casas já não havia mais ninguém a assistir o jornal. Eram ganhas as ruas. Bikes, motocicletas, caminhadas coletivas, caronas solidárias, catracas livres: tudo valia para chegar o mais rápido possível a qualquer que fosse a praia. Não havia preparo de farofa, troca de roupa ou procura de boias e brinquedos que fizesse esperar.

Na praia, o mar estava cheio de outras vidas, mas seguia no aguardo da chegada de um punhado de outras mais. No horizonte, se via gente aos pulos de barcos, rebocadores, navios; no céu, o colorido de pipas, papagaios e balões soltos pelo vendedor pregoeiro em sua molhada cantoria; e na extensão de areia, eram centenas daqueles que pareciam infinitos isopores de picolés, carrinhos de água de côco gelada e banquinhas de mídias pirateadas.

Eu, que amei, reivindiquei e tantas vezes mergulhei amores, causas e mares que a TV e outros gigantes por tempos disseram ser probidos, naquele mesmo dia sentei na areia e assisti de lá toda euforia: houve gente que não se incomodasse com o sal que nos olhos ardia; que sorrisse com o caldo que da onda tomasse; ou que se afogasse porque na correria não lembrasse que nadar não sabia.

Mas era tempo de mergulhar no mar. Tempo de festejar a alegria.

Crônica em resposta à matéria divulgada ontem pela TV Mirante.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pecado

Aceitei Jesus e voltei para casa com um peso imenso na consciência.

Eu só queria brincar, juro. Mas os danados dos meus coleguinhas tinham mesmo umas manias bestas para escolher divertimento, de modo que, se nas noites anteriores preferiram assistir às Chiquititas a brincar de rouba bandeira, naquele dia simplesmente decidiram que deveríamos fazer parte do grupo de adultos que se animavam em frente à casa do Juninho.

Acontecia que, de tempos em tempos, os pais do Juninho organizavam lá na rua atividades da igreja da qual faziam parte. Até que as coisas eram animadas, reconheço: tinha música, cantos, palmas, histórias e às vezes até lanche! Mas confesso que quanto mais perto chegava do fim, mais alegre eu ficava, porque então poderia correr, gritar, brincar de roubar e fazer o que mais desse em minha cuca de lelé.

Ledo engano.

Ao final, todas as pessoas que haviam participado daquele ritual pela primeira vez, inclusive nós, pobres e indefesas crianças, fomos convidados a ir à frente e responder, um a um, ao questionamento que encerraria aquela noite: – Você aceita Jesus? – Meu Deus do céu, como poderia eu ou qualquer outra pessoa recusar Jesus ali diante de todos aqueles olhos? – Sim...

Aquele episódio dava início a uma longa madrugada em claro. Era verdadeiramente um drama, porque eu era consciente que o que eu dissera não fora ao meu amigo Jesus, mas sim àquela igreja que, por sinal, não era a mesma Católica Apostólica Romana que ditava as regras que serviam de base à educação e às formas de ver o mundo que minha família me impunha.

Demorei, mas superei. Ninguém nunca soube, mas a ideia do pecado simplesmente me seguia, perseguia, curtia. Se havia um lugar onde eu não poderia tossir, eu sabia que esse lugar era a igreja, porque tossir na missa era pecado, assim como era pecado falar, escrever ou pensar na palavra “bunda”, não só na igreja, mas em qualquer que fosse o lugar.

Era confuso. Praticamente tudo era pecado. Não amar era pecado. Mas, amar, dependendo de quem fosse, poderia ser pecado, também. Era pecado pensar nas contradições da Igreja que estavam inclusive nas falas do padre: – Eu tenho certeza, mamãe. Ele disse: ‘Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz’, e depois, no mesmo dia, sem nem demorar muito, ele ordenou ao cordeiro de Deus: ‘dai-nos a paz!’. Não foi a senhora quem me falou que era feio dar e depois pedir de volta?

Mas não adiantava. Quando não eram as contradições, eram as besteiras. Eu até ia muito bem, mas bastava que a banda tocasse “Meu coração é para ti, Senhor!”, que eu, que não tinha carro nem nada e que no máximo passeava na Belina de Tia Helena, me danava a pensar na Parati, aquele carro bonito da mãe da Bruninha. E “Meu coração é PARATI, Senhor!” me fazia novamente pensar que aquilo era pecado.

Talvez fosse.

O fato era que desde ali eu percebia o quanto a religião, que deveria ser assunto de caráter privado, nos dividia e interferia em nossa vida em coletividade, impondo regras, medos, tabus. Optei por não querer. Hoje tenho a ideia de um Cristo em quem acredito, leio sobre santos, santas, deuses e deusas e tenho uma concepção de espiritualidade que não me impede de ver a realidade de forma científica e que, principalmente, me permite arrancar dos conflitos de outrora boas oportunidades para o riso. Me faz sentir bem.

domingo, 26 de setembro de 2010

O pitel do Integração

E os primeiros relatos sobre a maravilhosa arte de especular.

Enquanto estudantes e trabalhadores punham o fim de mais um daqueles cansativos dias da semana ao sabor de seu corre-corre e teciam, a seus próprios modos, toda a vida daquele Terminal de Integração à beira da Praia Grande, nas televisões das casas do país inteiro aquele jornalista voltava a aparecer, tal como acontece ano após ano, para anunciar e convidar às inscrições os que sonham em participar daquele verdadeiro picadeiro de uma suposta vida real.

Suposta porque a vida real mesmo está em lugares como os Terminais de Integração. Estes são de passagens, de chegadas, de partidas, de despedidas e, principalmente, de permanência daqueles que vivem com a falta de oportunidades e que fazem a diferença surgir, contraditoriamente, em meio aquilo que é organizado para ser do mesmo jeito todos os dias. E assim ela surgia, com todas aquelas gostosuras de bombons e um punhado daquele jornal que eu odeio com todas as minhas forças.

Em meio aquele verdadeiro frenesi, estava ela agindo naturalmente enquanto parecia desafiar toda a cara que a gente que se mete a militante e cientista social bem sabe que a pobreza tem. A mim, que de fato perco mais tempo esperando um ônibus que às vezes nem passa do que no trajeto feito pelo dito cujo até a avenida mais próxima de casa, só restava fazer bom uso do tempo para observar e especular. E assim, a primeira hipótese se fazia e era aquela que dizia que tudo aquilo não passava de uma grande esperteza!

O plano era perfeito, porque beleza ela já tinha e a popularidade ela construía ao passo que sua identidade de vendedora de bombons ia sendo fortalecida. Porém, embora tivesse tudo para dar certo, minha primeira hipótese caía por terra com a mesma velocidade como ela surgira. O programa estreou, gerou polêmicas e principalmente muito dinheiro a seus patrocinadores, mas não houve por lá ninguém que tomasse para si a identidade de uma vendedora de bombons. Era uma especulação falha, mas o começo para muitas outras.

Ela: dona da voz que eu jamais ouvira, não era muda porque passava horas falando ao celular; não tinha como ser de família rica porque vendia bombons em companhia de sua mãe; não deveria morar em um bairro nobre porque seus amigos eram todos da periferia; e deveria ter feito inconscientemente aquela escolha sobre preferir dar bola às menininhas a qualquer cara idiota feito eu, hipótese esta mantida mesmo quando mais tarde eu descobriria que uma de suas supostas paqueras era na verdade a sua irmã.

Entre especulações, idas, vindas e principalmente, batalhas da vida, o pitel do Integração ia sendo construído nesse divertido quebra-cabeças de detalhes, nesta verdadeira arte de buscar sentidos em meio às histórias que cada pessoa carrega consigo, mesmo quando não sabe.

domingo, 8 de agosto de 2010

Por que usar óculos durante as manhãs

Acordei às 6h, tomei banho e café e segui sem óculos para o trabalho porque sempre acreditei que são mais simpáticas as pessoas que não usam óculos durante as primeiras horas do dia, ainda que elas sejam míopes, que não cumprimentem as pessoas por não tê-las reconhecido, que percam alguns ônibus por não terem conseguido ler letreiros ou outras coisas parecidas.

Em lá chegando, abri a porta de minha sala e, ainda sem óculos, pus em prática tudo aquilo que um tímido que se preza ensaia diariamente durante seu percurso para que tenha a completa certeza de que as coisas acontecerão de forma natural: um sorriso largo, porém discreto; um bom dia animado; uma caminhada de uma ponta à outra até a geladeira; um copo com água.

Eu estava mandando muito bem, até que uma colega de trabalho me chamou até a porta e comentou com voz de discrição: - Ei. Fomos roubados na noite passada. Serraram a grade, quebraram o vidro da janela, entraram na sala e levaram todos os nossos monitores de LCD. Abri a porta novamente e, em um piscar de olhos, a cena estava exatamente ali, completamente montada.

Os cacos de vidro no chão, as grades retorcidas da janela, as pegadas empoeiradas sobre o estofado da cadeira, aquele vazio de monitores ausentes sobre a bancada, minhas digitais na geladeira, aquela piada que eu e uma amiga fizemos quando nossas bolsas tiveram atraso no depósito, a forma como meus olhos passeavam pelo livro que eu fingia ler enquanto a polícia federal vistoriava o local, tudo levava a crer que eu era a maior suspeita.

Mas era claro que eu não era.

Depois daquele, na Universidade Federal do Maranhão aconteceram tantos outros roubos e mesmo assaltos que muitos de nós talvez só teremos conhecimento quando a administração superior ordenar aos trabalhadores de sua assessoria que o divulguem para então justificar seus planos de segurança armada, catracas eletrônicas e fechamento dos portões que dão acesso às comunidades vizinhas, como o Sá Viana e a Vila Embratel.

Na Ufma, não se fala em concurso público para substituição de uma segurança feita de forma terceirizada que serve para intimidar estudantes em reivindicação e trabalhadores que fazem o trajeto pelo campus porque não podem pagar o valor cobrado pelo transporte público, mas que em contrapartida não consegue arcar nem mesmo com o seu principal, porém absurdo objetivo, o de proteger o patrimônio físico da Universidade.

Eu não queria, mas já há algum tempo voltei a usar óculos às primeiras horas da manhã. Fez-se necessário.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Três da manhã

Ataque de síntese.

Após ver a vida em luzes piscando pela madrugada, levantar-se do lugar onde costumeiramente sonho, parece ser infinitas vezes menos fácil. O sol bate forte à janela e em lugar de passarinho é o despertador que me canta. Acabo de descobrir que se não levanto, se quero calar o canto sem, porém, desligá-lo, minha única opção é adiá-lo por nove minutos. E nove são três vezes três. São meus sonhos divididos em três partes.

Bom dia.

domingo, 8 de junho de 2008

Os sinais estão fechados

Nem todas aquelas cores são primárias. São intensas, são riscadas, são efêmeras ou demoradas. Uma te deixa seguir, outra te desperta a atenção e outra, um vermelho vibrante, forte e por pouco não saltitante, te faz parar bem ali, no calor daquele chão. Mas quem sou eu para falar de sinais?
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Talvez eu seja o menino que cheira cola para passar a fome, a vendedora de água com sede ao sol ou o malabarista que joga ao alto suas claves enquanto se equilibra em um monociclo e dos carros tenta roubar alguns segundos da atenção. Talvez eu tenha fome, talvez eu tenha sede, talvez eu brinque de equilibrar coisas no ar. Talvez eu seja todos eles ou quem sabe, nenhum.
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Já usei os sinais para falar de diversidade, de velocidade, de cores, mas o mais interessante é a concepção que cada um tem sobre este símbolo. Para a maioria das pessoas, afirmar que "os sinais estão fechados" significa algo negativo, um impedimento. Isto se evidencia nas letras de Elis Regina em "os sinais estão fechados para nós que somos jovens" ou nas de Adriana Calcanhoto em "cariocas não gostam de sinais fechados”.
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Mas, embora eu tenha algo muito próximo de paixão pelos trabalhos das duas cantoras, sou muito mais adepta da idéia totalmente oposta daquele que é, para mim, o maior e verdadeiro ídolo, o Zeca Baleiro. Quando ouço “os sinais estão fechados” em meio a suas palavras aquareladas, entendo o ir de encontro ao que propõe a palavra “fechado”, bater de frente com a idéia de negativo, de impedimento, de inércia.
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Em Baladas do Asfalto, quando o Baleiro fala “os sinais estão fechados” existe algo que está para além do trocado carregado no bolso para o café, descrito no trecho que vem logo em seguida. As frases estão invertidas e pouca gente entende é que, na verdade, “os sinais estão fechados” pode dar lugar a “me dá um beijo, meu amor”.
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Pode até parecer confuso, mas seguindo esta linha de raciocínio podemos dizer que quando os sinais estão fechados, as pessoas podem se beijar, se elas se gostam e se elas não precisam mais prestar atenção ao seu redor, uma vez que “tudo parou”. Ou, como a idéia é a de subverter esta lógica, estamos falando exatamente o contrário: quando os sinais fecham e os carros param, a vida começa e o mundo segue adiante.
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É fato que tenho vivido nos sinais. Não sei como costuma ser em outras regiões, mas aqui no nordeste, os pedágios para arrecadação de dinheiro para que algumas atividades relacionadas ao movimento estudantil sejam viáveis, é uma prática cada vez mais comum. Desta vez, queremos ir ao Encontro Nacional de Estudantes de Comunicação que acontecerá em Julho, no Rio de Janeiro. E a saída? Como diz o baleiro, “vou pisando o asfalto entre os automóveis”.
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Apesar do cansaço, do sol e de alguns “não”s em tons bem mau-humorados, o balanço final dos pedágios é sempre animador, uma vez que qualquer quantia é lucro. E daí que é um problema porque vira um vício e não se pode mais ver nenhuma simples fila de carros parados que já se pensa em arrecadação e mais arrecadação.
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Sem contar ainda que, por ali, acontecem coisas no mínimo interessantes, como os gritinhos finos e alucinados daquele pedacinho de gente ao ver que aquela pessoa estranha e com três bolinhas coloridas nas mãos tomava distância. Ou ainda o casal que, a princípio, não queria abaixar o vidro da janela, mas que se inundou em risos ao ver minha tentativa embaraçada de fazer uma mímica através do fumê. Isso me rendeu todas as moedas de cinco e dez centavos existentes no carro e, mais que isso, me fez ganhar o dia.
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Certamente a gente leva aquilo tudo como uma grande brincadeira, mas o fato é que esses dias têm sido interessantes para que eu passasse a admirar as pessoas que tiram daquelas luzes o seu sustento. Não as que pedem e somente pedem, porque desta prática eu discordo e esta é uma outra discussão.
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Sendo assim, ofereço este texto a estas pessoas e aos meus amigos e amigas estudantes, especialmente os daqui de São Luís, os de Teresina e os de Fortaleza que, mesmo sob o sol forte ou com os pés cheios de calos doloridos, conseguem estampar no rosto um sorriso e encarar aquilo que para muitos é uma parada, como o início. "Vamos nessa, gente? O sinal fechou!".
 
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